Queridos amigos, leitores e seguidores, quem costuma visitar o blog deve ter notado maior espaço de tempo entre uma postagem e outra, na verdade ando sem tempo para dar a devida atenção ao blog, por isso passo por aqui para informar que darei um tempo com as postagens.
Em breve estarei de volta. Obrigada!
Diário de Bordo by Meg Mamede
Inquietudes, alegrias, descobertas, paisagens, poesia, recordações e histórias é tudo o que carrego em minhas malas. Se quiser saber um pouco mais, embarque no roteiro chamado Vida.
sábado, 2 de junho de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
El Baúl Gitano: Cia Radiophônica de Theatro.
Vale a pena conferir o trabalho da Cia Radiophônica de Theatro & Outras Cousas. Poesia, teatro e dança, para alegrar os olhos e o coração.
O Espetáculo
Uma pequena trupe de ciganas corta estradas em sua carroça. De aldeia em aldeia,
de vila em vila, de praça em praça, abre um baú cheio de objetos de uso
cotidiano, porém mágicos em sua transformação. Segundo a tradição dos ciganos,
as mulheres oferecem a previsão do futuro, dançam e contam histórias. Crendices
gitanas, homenagens aos santos de devoção, histórias de lutas sangrentas e
amores impossíveis são contadas na medida em que objetos são retirados do baú. O
grupo chega, dança, conta histórias, deixa suas marcas nos que ficam, e parte...
como fazem os ciganos.
A Companhia
A “Cia. Radiophônica de Theatro e Outras Cousas...” iniciou suas atividades
artísticas em Mogi das Cruzes, no ano de 1988. Dirigida pelos também atores
Waleska Firmino e Flavio Dias, é uma das companhias de teatro mais antigas e
tradicionais da Região do Alto Tietê. A Cia. Radiophônica trabalha com três
focos: arte educação, pesquisa de linguagem teatral e produções culturais de
diversos gêneros, para teatro, televisão, cinema, rádio, publicidade, eventos, e
outros. Maiores informações sobre as atividades da Cia. Radiophônica podem ser
conferidas no site e no Facebook.
Serviço
Serviço
Dias 05, 06, 12, 13, 19 e 20 de maio
Horário: Sábados as 21h e Domingos as 20h
Local: Teatro Escola Macunaíma - Rua Adolfo Gordo, 238 - Campos Elíseos - SP
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Nicole Gulin: força e docilidade.
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| Nicole Gulin customizando New Balance Capoani - Curitiba/PR (foto: Meg Mamede) |
Há pouco mais de um ano em Curitiba tive a sorte de conhecer pessoas singulares, inteligentes, acessíveis e que por esses motivos se tornaram queridas para mim. Entre elas, apesar do contato recente, está a artista plástica Nicole Gulin.
Não me canso de tecer elogios a ela e sempre que a oportunidade me permite, seja pela pessoa que é: sempre com um sorriso no rosto e a gentileza nos gestos, seja pela talentosa e promissora artista que traz em suas obras traços fortes e expressivos e uma docilidade quase palpável.
Há alguns anos me apaixonei por história da arte e de lá pra cá pude ver e apreciar muita coisa no Brasil e fora do país. Confesso que nem tudo me agrada, ainda não estou preparada para absorver tudo que o mundo contemporâneo coloca a minha frente.
Ainda me prendo à estética que agrade meus olhos e que de alguma maneira me toque a alma. Não consigo apreciar aquilo que subverte os meios com a finalidade de chocar ou que subtraia tantos os elementos que tudo que eu vejo seja um ponto negro, ou de qualquer outra cor, num espaço infinito e perdido. Minha percepção da arte ainda não chegou a esse grau de minimalismo e abstração.
Quando vou ver algo quero ter uma percepção sensorial boa e prazerosa como quando o sol aquece minha pele numa tarde fria ou o aroma de um prato saboroso enche minhas narinas e me prepara para o banquete.
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| Nicole Gulin: Vernissage "eN_trelinhas" Inter Cultural - Curitiba/PR (foto: site da artista) |
Com o trabalho da Nicole foi “gostar” à primeira vista. Durante um curso que fizemos juntas ela me entregou o folder de uma de suas exposições cujo tema “A Força e a Delicadeza das Índias Brasileiras" me encantou, de lá para cá tenho prestigiado suas exposições e performances e conferido de perto a evolução meteórica dos seus trabalhos.
Suas obras trazem elementos gráficos e desenhos inseridos na composição através da técnica de assemblage reunindo desenho, pintura e colagem e segundo a artista: com inspirações, principalmente, em fotos autorais e situações cotidianas, além de conceitos e introspecções.
Talvez por isso eu tenha gostado tanto do trabalho da Nicole, é como se ela se mostrasse de dentro para fora e conseguisse imprimir em seus trabalhos algo que só os “bons” têm: a força para se impor e, a doçura para se manter onde poucos conseguem chegar.
Parabéns Nicole!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Organizando a casa.
Ontem saímos para pesquisar possibilidades que otimizem o pequeno espaço que temos em casa para um home office. Espaço que compartilharei com meu marido devido as nossas recentes demandas profissionais.
Depois de sair de uma dessas grandes lojas do segmento de casa: construção e decoração, me lembrei da empresa sueca Ikea,que conheci na Espanha, e fiquei sonhando com a possibilidade de ela vir para o Brasil.
Com a abertura das importações na década de 90, nós brasileiros vimos um grande número de produtos invadirem todos os segmentos do mercado. Bom para alguns e não tão bom para outros. Para o consumidor final a variedade de produtos e preços mais convidativos fez com que novas cores e formas tomassem conta dos lares brasileiros. Em contrapartida os produtos nacionais tiveram que ser readequados, materiais e preços, para não perderem espaço para os concorrentes importados.
Verdade que muitas vezes o pequeno empresário não consegue competir com produtos que vêm de fora, como por exemplo, os produtos chineses. Segundo os economistas Fernando Puga e Marcelo Nascimento, em pesquisa encomendada pelo BNDES “será preciso dotar a indústria brasileira de competitividade” já que muitos dos produtos produzidos aqui vêm perdendo isso. O estudo aponta ainda, que os chineses são responsáveis por dois terços do avanço das importações no mercado doméstico brasileiro nos últimos cinco anos.
Além da infinidade de pequenas lojas de utilidades domésticas espalhadas por todo o território nacional – conhecidas pelo nome de Lojas de 1,99 – temos também grandes redes internacionais que viram no mercado brasileiro um campo fértil para os negócios.
Destaque para a Leroy Merlin (fundada na França em 1960, no Brasil desde 1997), mas as brasileiras Tok&StoK (fundada em SP em 1978) e Etna Store (fundada em SP em 2004 tendo como modelo a sueca Ikea) são outras opções para quem quer deixar a casa linda com qualidade e praticidade, contudo os preços ainda são um pouco salgados para a classe C, a classe que mais cresce no quesito compras, impulsionando o mercado brasileiro nos últimos anos. Sabendo disso as empresas nacionais começam a oferecer produtos de qualidade mais acessíveis, buscando garantir seu lugar na concorrência.
E por falar em lojas do gênero espalhadas pelo mundo, a Ikea (fundada na Suécia em 1951) presente em toda a Europa, América do Norte, Oriente Médio, Caribe e Ásia, é um sonho de loja, quem conhece sabe, tem também a The Container Store (fundada nos EUA em 1978) presente nos EUA e Canadá, ambas oferecem uma infinidade de opções, mas ainda não chegaram por aqui.
Se, observamos bem, a cultura da organização é realmente recente em nosso país, surgindo nas últimas décadas e a partir da iniciativa de empresários e empreendedores que viram no setor uma grande oportunidade de negócio. O que para o consumidor foi uma grande sacada, afinal, organizar o lar, o escritório e outros espaços com praticidade, variedade e economia já não é mais privilégio de alguns.
A cultura do faça você mesmo tem seus adeptos no país e confere personalidade a espaços residenciais e escritórios. Com economia, praticidade, beleza, além do aproveitamento e reuso de móveis e objetos é possível contribuir com a sustentabilidade do planeta e deixar a casa ou o escritório com a cara do dono, imprimindo marca e estilo.
Próximo passo: iniciar nossa pequena obra lá em casa.
terça-feira, 20 de março de 2012
A Via Crucis em Balmaseda, Espanha.
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| Foto Divulgação Via Crucis Viviente de Balmaseda |
A pequena e histórica Balmaseda situada na comunidade autônoma do País Basco, ao norte da Espanha, se prepara para sua festa maior: a encenação da Via Crucis. Celebração de caráter penitencial que remonta do século XVI, quando a população da vila pedia em suas procissões a proteção contra a peste negra que assolava outras regiões. É no ano de 1865 que a procissão da Via Crucis ganha ares de representação com a introdução de personagens que acompanhariam a procissão tradicional: fariseus – soldados romanos – e ao final do século XIX o surgimento das Marias, Madalena, Jesus e Simão “o Cirineu”.
Buscando cada vez mais realismo a população de Balmaseda inseriu novos elementos e personagens à representação: Barrabás, Pilatos e muitos figurantes, o que transformou a tímida procissão de séculos passados num espetáculo cheio de teatralidade e emoção, que atrai gente de toda a Espanha.
Durante a Semana Santa a pequena Balmaseda com pouco mais de 7 mil habitantes, triplica sua população em virtude da festa da Semana Santa. São fiéis, turistas e curiosos que vão para Balmaseda para ver de perto o espetáculo que toma as ruas da cidade, que é cuidadosamente preparada e transformada em cenário para o que eles chamam de Via Crucis Viviente de Balmaseda.
Uma cidade que zela por suas tradições e patrimônio, onde pontes e trechos de estradas romanas foram preservadas e persistem até os dias atuais. A primeira vila de Vizcaya (ou Biskaia em basco) que serviu de caminho para viajantes e comerciantes antes e durante a Idade Média e foi uma espécie de Aduana (alfandega) devido a sua posição geográfica privilegiada. Questões demográficas, econômicas e de infraestrutura tornaram-na ponto estratégico para o comércio da época. Desde sua fundação em 1199 Balmaseda recebeu um população heterogênea, formada por artesãos, agricultores e comerciantes, entre eles alguns judeus poderosos que ajudaram a construir o que Balmaseda é hoje: um lugar lindo cuja atmosfera nos faz viajar no tempo por conta da arquitetura medieval e tradições preservadas.
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| Ponte Romana de Balmaseda |
Eu conheci Balmaseda na época em que vivi Orduña, cidade próxima, me lembro dos comentários sobre a importância da Semana Santa para localidade, já para o visitante trata-se de uma oportunidade única de presenciar o acontece na vila, conhecer o que eles mesmos chamam de “lapso no tempo”. A semana em que toda a população se transporta no tempo e espaço para viver de maneira dramática os últimos momentos de vida de Jesus de Nazaré.
A “Paixão de Cristo” transformada na paixão de um povo.
Via Crucis Viviente de Balmaseda 2011
(por sugestão de Blossom)
quinta-feira, 15 de março de 2012
Festa de São Patrício. Na Irlanda, claro!
Nestes dias, muito tem se ouvido falar sobre o Saint Patrick's Day, – originalmente: Lá ’le Pádraig ou Lá Fhéile Pádraig ou simplesmente Paddy's Day na Irlanda, onde o dia tem seu maior peso – São Patrício (385-461 dC) foi um missionário cristão, sagrado bispo para depois tornar-se um dos padroeiros da Irlanda.
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| Saint Patrick's Day na capital Dublin, Irlanda (imagem Goggle) |
Nestes dias, muito tem se ouvido falar sobre o Saint Patrick's Day, – originalmente: Lá ’le Pádraig ou Lá Fhéile Pádraig ou simplesmente Paddy's Day na Irlanda, onde o dia tem seu maior peso – São Patrício (385-461 dC) foi um missionário cristão, sagrado bispo para depois tornar-se um dos padroeiros da Irlanda.
E o que se comemora nesse dia? Como em todo e qualquer país que tenha tido ou tenha contato com a igreja católica de Roma ou não, festejar os Santos é uma prática comum. Para isso, vale a data do nascimento, da morte ou de algum feito importante do santo em questão. Melhor ainda quando a festa adota hábitos pagãos, no caso de Saint Patrick é dia de beber muita cerveja e destilados, de encher de gente os pubs irlandeses, escoceses, ingleses e todos os outros espalhados pelo mundo.
A grande festa irlandesa ganhou adeptos não só nos países de língua ou colonização inglesa, como: Canadá, Austrália, Estados Unidos, Nova Zelândia, tradição introduzida pela imigração irlandesa nesses lugares, ela já consta do calendário de festas de, por exemplo: nossos hermanos argentinos. No Brasil, algumas cidades também fazem festa, mas a mais agitada é de Belo Horizonte, MG.
Na Irlanda a data de 17 de Março, dia da morte do Santo, é feriado nacional e o grande Festival de São Patrício leva muita gente para as ruas para ver os desfiles, dançar, beber e festejar o Saint Patrick´s Day, festa que podemos comparar, guardadas as devidas proporções, ao Carnaval brasileiro ou a Oktoberfest alemã.
Neste ano a festa acontece na Irlanda de 16 a 19 de Março com desfiles, bandas de música, teatros de rua, espetáculos ao ar livre, danças, artes visuais e atividades para todas as idades. Além das cervejas: Guinness, Murphy’s e Beamish, conhecidas e consumidas em quase todo mundo, tem também a culinária tradicional e moderna a base de batata, carnes e frutos do mar. Como acontecem todos os anos, irlandeses e turistas tomam as ruas das cidades durantes os dias da festa.
Dublin se tingirá de Verde, a cor de São Patrício, que conforme conta a história é uma referência ao trevo de três folhas que o Santo utilizava para falar aos cristãos sobre a Santíssima Trindade.
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| São Patrício (imagem Google) |
Ok! Mas, quem foi São Patrício?
Segundo Jacopo de Varazze em sua “Legenda Aurea” – livro no qual o autor relata a vida dos Santos – “O bem-aventurado Patrício pregava na Irlanda com poucos resultados, por isso pediu ao Senhor um sinal que assustasse os pecadores levando-os a fazer penitência. Por ordem do Senhor, ele traçou então com seu báculo um grande círculo no solo, e em toda aquela circunferência a terra abriu um grande e fundo poço. Foi revelado ao beato Patrício que aquele era o lugar do Purgatório, e quem quisesse ali descer não precisaria mais fazer penitência por seus pecados em outro purgatório. A maioria dos que ali entrasse não sairia, mas alguns voltariam depois de lá ter permanecido da manhã de um dia à manhã do outro. De fato, muitos dos que ali entraram não voltaram.” (leia na íntegra)
Agora... se quiser saber mais sobre a festa, terá que ser rápido para conseguir: vôo, hotel, preparar as malas e aterrissar na terra de Oscar Wilde, Liam Neeson, U2, The Corrs, The Cranberries, Enya, etc.. Quem sabe você não encontra algum deles por lá.
"Lá Fhéile Pádraig shona daoibh!”
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- Meg Mamede
- Viajante, passageira da vida, cidadã do mundo! "Eu sou a partida... Eu que vivia partindo descobri que chegar é mais difícil que tudo. Descobri que ao partir tantas vezes deixei lugares, idéias, histórias, lembranças e pessoas. Parti corações, inclusive o meu. Sou parte de um todo ou um todo em partes? Eu que partia, partia, hoje sei que compartilhar é melhor e... que se quero chegar a algum lugar terei que ficar, terei que juntar minhas partes. Tantas foram as partidas e não me levaram a lugar algum. Eu sou a partida, um dia hei de ser a chegada. Mas quando?"
Aviso aos Navegantes
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Obrigada e Boa Viagem!
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